Introdução
Recentemente, conversei com alguns confrades no Twitter — uma discussão saudável — sobre a soberania de Deus. Nessa conversa, defendi que ninguém escapa dos planos divinos, nenhum sequer, e que aqueles que são eleitos, de alguma forma, perseveram. Também sustentei que, nos planos de Deus, existem pessoas destinadas à perdição.
Isso pode soar comum para certos cristãos, mas, como me declaro luterano, meus companheiros logo me chamaram de calvinista — coisa que nunca fui. Não nego a influência do pensamento calvinista na minha teologia (afinal, comecei meus estudos com calvinistas e ainda acompanho alguns), mas sempre me identifiquei mais com o luteranismo, especialmente após ler os catecismos.
Depois do “debate”, conversei com luteranos e calvinistas e percebi que, na minha soteriologia atual, não me encaixo totalmente em nenhum dos dois. Por isso, escrevo este texto: não como refutação, mas como convite ao diálogo. E, para facilitar a compreensão, usarei a TULIP como base de comparação.
Ainda estou amadurecendo na teologia, então, peço que leiam isso como um exercício de conversa — e não como conclusão definitiva. Seguimos!
T-Depravação Total
O primeiro ponto da TULIP é a Depravação Total. O que isso significa? Que o ser humano está totalmente destituído das coisas de Deus após a queda — uma corrupção que nos afasta completamente d’Ele (Romanos 3:10–12). Nas palavras de Calvino:
“A vontade do homem, quando deixada a si mesma, nada pode senão o mal. Pois, estando o coração cheio de corrupção, dela não pode proceder senão corrupção.” — Institutas II.2.12
Até certo ponto, a Depravação Total não é apenas uma doutrina calvinista, mas protestante. Todo evangélico concorda com isso de algum modo, variando apenas na “intensidade” dessa depravação. Creio que o calvinista adota a forma mais radical do conceito — e é aí que eu me afasto.
Penso que o homem não está totalmente depravado, pois ainda é feito à imagem e semelhança de Deus, e isso não se perdeu (Gênesis 1:26–27). Ele possui o pendor ao pecado e não pode criar fé por si mesmo, mas ainda pode buscar a Deus e as coisas santas — pela razão e pela consciência moral — mesmo sem poder gerar fé sem a graça. Essa visão se alinha com a teologia luterana, como ensina Lutero:
“A imagem de Deus consistia na justiça e santidade originais, na sabedoria e no domínio sobre as criaturas. Embora esta imagem tenha sido grandemente corrompida, algo dela ainda permanece — o intelecto, a vontade e o senso moral — suficientes para que o homem governe o mundo, mas não para que se reconcilie com Deus.” — Comentário sobre Gênesis 1:26
Assim, acredito que o Calvinismo, ao acentuar a corrupção total, acaba obscurecendo os vestígios da bondade criacional. Ainda existem “resquícios do Éden” em cada um de nós — não somos totalmente depravados, mas profundamente deturpados pelo pecado de Adão.
U-Eleição Incondicional
A partir daqui, a conversa fica mais interessante, ou confusa. A linguagem dos eleitos não é Calvinista ou Luterana, mas sim, Bíblica. Vemos isso em vários trechos da Bíblia:
2 Timóteo 1:9
“[Deus] nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos.”
Tito 1:1
“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade que é segundo a piedade.”
João 15:16
“Não fostes vós que me escolhestes a mim; mas eu vos escolhi a vós e vos nomeei, para que vades e deis fruto...”
Efésios 1:4–5
“Assim como nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade.”
O último, sendo o mais claro deles. A eleição é Bíblica, cabe a nós entender como isso funciona—e não deturpá-la. Calvino tinha o entendimento de que a eleição não partia da pré-ciência Divina, mas sim, de um ato determinado, não por saber antes, mas por sua própria vontade. Calvino dizia:
“Chamamos de predestinação o eterno decreto de Deus, pelo qual determinou consigo mesmo o que quis fazer de cada homem. Porque não são todos criados em igual condição: uns são predestinados para a vida eterna, outros para a condenação eterna.” — Institutas III.21.5
Nesse ponto, eu não consigo discordar de Calvino. Não vejo como tirar o fator da determinação divina. Nestes versículos citados, vemos uma participação ativa do Criador, não passiva. “nos elegeu nele”, “Deus nos salvou”, “ELE nos elegeu desde antes a fundação do mundo”, e o mais evidente e determinante: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; mas eu vos escolhi a vós e vos nomeei”. Aqui vemos um Deus ativo, onde Ele quem decide, Ele quem escolhe os seus. A nossa fé não parte de nós, ela é dada gratuitamente. Agostinho chamava isso de mistério da cruz, ele dizia:
“Na cruz, vemos que Cristo é entregue pelos eleitos; o mistério da predestinação se manifesta ali: Deus salva os que escolheu e, em sua justiça, permite que os outros sigam seu próprio caminho. A mente humana não alcança a razão dessa escolha, mas a fé reconhece que é boa e perfeita.” — De Praedestinatione Sanctorum, cap. 8
Melanchthon diz:
“A predestinação dos eleitos é um mistério de Deus, que deve ser recebido com fé. Que ninguém tente compreender com razão humana; mas que creia que Ele nos elegeu em Cristo para a vida eterna, revelada na cruz.” — Fórmula de Concórdia
Porém, aqui acabam as concordâncias. Pois o ponto U também diz sobre a eleição à perdição, onde Deus, assim como determinou os eleitos, determinou os caídos, e isso eu farei um adentro. Na Bíblia, vimos personagens erguidos por Deus, personagens cujo no plano divino estariam sim destinados à perdição, e isso é um fato, não posso discutir sobre isso sem fazer uma lavagem cerebral. No Êxodo, vimos Deus ativamente endurecendo o coração do Faraó:
“Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moisés.”—Êxodo 9:12
“Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; assim serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e os egípcios saberão que eu sou o Senhor.”—Êxodo 14:4
O Faraó, como governante, foi levantado por Deus e Ele o usou para mostrar sua soberania:
“Para isso te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.” — Êxodo 9:16
Aqui, é uma participação ativa. Não temos como fugir. E, assim como Deus o levantou, Ele o eliminou—ninguém tem dúvida de onde o Faraó está. O texto deixa claro, o SENHOR os afogou:
“Mas os filhos de Israel caminharam pelo meio do mar em seco, e as águas formaram um muro para eles, e os egípcios, caminhando atrás, os perseguiram; e o Senhor os afogou no meio do mar.”—Êxodo 14:28
E isso vale também para Judas, onde seguindo sua vontade, ele também seguiu o decreto Divino. A traição ia acontecer, Cristo disse: “Ai daquele que trair o filho do homem”. Desde o Antigo Testamento, vemos que a traição ia ocorrer:
“Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.”—Salmo 41:9
“E lhes disse: Se vos parece bem, dai-me meu salário; e olhando, pesaram-lhe trinta moedas de prata. Então o Senhor me disse: lança-lhas ao tesouro; o preço com que fui avaliado pelos filhos de Israel.”—Zacarias 11:12-13
Judas é chamado filho da perdição, o que é respaldado em Romanos 9:
“E que diremos? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum. Pois ele diz a Moisés: ‘Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia’. E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição...”
Aqui fica claro, Judas, o filho da perdição, era um "vaso de ira", eu não consigo enxergar algo além disso. Agora, significa que a perdição de muitos ainda está nos planos de Deus? Eu não vejo base para isso. Nos evangelhos, vimos uma mensagem de amor universal, onde deixa claro que Deus quer a salvação de todos:
“O Senhor não demora a cumprir a sua promessa, como julgam alguns; pelo contrário, ele é paciente convosco, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.”—2 Pedro 3:9
“Isso é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”—1 Timóteo 2:3–4
Como podemos conciliar as coisas? Eu não sei, sinceramente. Mas eu não vejo como isso ainda estaria nos planos d’Ele. Nesse ponto, fico com Melanchthon e Agostinho:
“Não se deve dizer que Deus predestinou alguém à perdição; mas que a perdição daqueles que se perdem ocorre por sua própria culpa, por não atenderem à graça que Deus lhes oferece.”—Santo Agostinho, De Praedestinatione Sanctorum
“A predestinação não é um decreto de condenação, mas de salvação. Aqueles que se perdem, se perdem por sua própria infidelidade, não por um ato ativo da vontade de Deus.”—Santo Agostinho, Correptione et Gratia
“A predestinação não deve ser entendida como condenação ativa de alguém. Os que se perdem o fazem por rejeitar a graça que Deus oferece a todos; a eleição é somente para a salvação.”—Philipp Melanchthon, Loci Communes
Aqui, é o mistério Divino, onde não se cabe respostas, mas sim, aceitação.
L-Expiação limitada
A expiação limitada é, para mim, um dos principais pontos problemáticos do calvinismo de cinco pontos. Essa doutrina sustenta que Cristo morreu somente pelos eleitos, como se Ele tivesse vindo ao mundo para comprar um grupo já predestinado à salvação. João Calvino resume assim:
“Cristo, nosso Mediador, morreu por aqueles a quem o Pai destinou à salvação; portanto, a redenção não é para todos, mas para os que foram predestinados.”— João Calvino, Institutas da Religião Cristã (Livro II, Cap. 16)
A dificuldade com essa perspectiva é que ela parece esvaziar a mensagem do evangelho. O evangelho é apresentado na Bíblia como um chamado universal — Cristo morreu por todos, e a salvação é oferecida a toda a humanidade. Quando se limita a expiação aos eleitos, a cruz deixa de ser um convite aberto e se torna uma transação exclusiva, válida apenas para um grupo definido desde antes da criação. Essa abordagem pode diminuir o caráter inclusivo e o alcance da graça divina, que segundo a Bíblia, é proposta a todos.
Eu entendo de modo diferente, Cristo morreu por todos, mas a eficácia da salvação é condicionada à fé do indivíduo. Isso significa que a morte de Cristo não é limitada; sua oferta redentora é universal, mas somente aqueles que creem se beneficiam dela. Lutero dizia:
“Cristo não morreu apenas por alguns, mas por todos; mas a fé é o meio pelo qual nos apropriamos dessa morte redentora.”— Martinho Lutero, Comentário sobre Gálatas
Essa perspectiva é reforçada em outros escritos luteranos, como os de Johann Gerhard:
“A morte de Cristo é suficiente para todos, mas eficaz apenas para os que creem.”— Johann Gerhard, Loci Theologici
Creio eu que a morte de Cristo é efetiva para todos que respondem à oferta, mas não limitada na intenção. Essa distinção permite que o evangelho continue sendo um chamado aberto e inclusivo, reafirmando a oferta universal da salvação. E isso é uma mensagem que a Bíblia reforça repetidamente:
“Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” — 1 João 2:2
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” — João 3:16
“Isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que deseja que todos os homens se salvem... Cristo Jesus, que se deu a si mesmo em resgate por todos.” — 1 Timóteo 2:3-6
E essa visão é refletida nos primórdios do cristianismo:
“Cristo, sendo Filho de Deus, morreu por toda a humanidade, para que todos pudessem ser salvos, exceto aqueles que recusam crer.”—Justino Mártir (100–165 d.C.)
“O Filho de Deus foi feito homem para que, ao morrer, restaurasse todos os homens à comunhão com Deus. A salvação é oferecida a toda a raça humana, mas só aqueles que creem participam dela.”—Irineu de Lyon (130–202 d.C.)
“A salvação foi comprada para todos pelo sangue de Cristo; porém, os que recusam a fé não se beneficiam desta graça.”—Cipriano de Cartago (200–258 d.C.)
A Cruz universal é uma crença sustentada desde os primeiros séculos do cristianismo, sempre ligada à ideia de que a salvação é oferecida a todos, mas só se torna eficaz quando recebida pela fé. A morte de Cristo na cruz foi um ato de amor por toda a humanidade, mesmo que a eficácia salvadora se manifeste apenas naqueles que creem. Para mim, essa eficácia não limita a cruz, mas mostra que Deus respeita a liberdade humana de responder à graça. A expiação limitada, ao restringir a morte de Cristo aos eleitos, reduz o alcance do evangelho, transformando a cruz de um chamado universal em uma oferta exclusiva.
I-Graça Irresistível
A doutrina da graça irresistível, conforme ensinada pelo calvinismo, sustenta que, quando Deus chama alguém à salvação, esse chamado é inevitável; a pessoa não pode resistir, e a fé é automaticamente gerada na alma do eleito. Assim, o ato de crer não seria uma resposta consciente, mas uma consequência necessária da eleição divina.
Se a graça é irresistível, surge uma questão teológica séria: a fé humana deixa de ser uma resposta voluntária à oferta salvífica de Cristo. O evangelho, então, não é mais um convite universal, mas um decreto restrito aos eleitos. Isso tensiona passagens bíblicas que afirmam a universalidade do amor e da morte de Cristo:
“Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo—1 João 2:2
“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos venham a arrepender-se.”—2 Pedro 3:9
Se a graça fosse irresistível, o caráter universal da cruz e a oferta da salvação seriam diminuídos, tornando o amor de Cristo algo exclusivo, quase coercitivo. Todo aquele que crê em algum momento foi santo, por isso existe a apostasia, ninguém apostata de algo que nunca fez parte
Eu acredito que Cristo morreu por todos, e a salvação é oferecida a todos, mas só se torna eficaz naqueles que creem. A fé não é produzida compulsoriamente, mas habilitada pela graça divina, que ilumina, transforma e capacita o indivíduo a responder livremente.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”—João 3:16
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”—Efésios 2:8-9
Lutero reforça essa perspectiva:
“Cristo não morreu apenas por alguns, mas por todos; mas a fé é o meio pelo qual nos apropriamos dessa morte redentora.” — Comentário sobre Gálatas
Dessa forma, a graça não coage a vontade humana, mas suscita uma resposta livre, preservando o equilíbrio entre a soberania de Deus e a liberdade da criatura.
Portanto, a doutrina da graça irresistível, como formulada pelo calvinismo, restringe o alcance universal da cruz, tornando a salvação um privilégio exclusivo. Para o luterano, a cruz permanece um convite universal, em que a fé é uma resposta livre habilitada pela graça. Assim, o amor redentor de Cristo se apresenta como um chamado aberto a todos, preservando a integridade do evangelho e a responsabilidade humana diante da oferta salvífica.
P-Perseveração dos Santos
A doutrina calvinista da Perseverança dos Santos sustenta que todos os eleitos, uma vez regenerados, inevitavelmente perseveram na fé, sem possibilidade de apostasia. Para eles, essa perseverança é garantida pela eleição incondicional, independentemente da cooperação humana.
Se a perseverança é automática e garantida apenas pelo decreto divino, creio que isso minimiza a responsabilidade do crente na vida cristã. A fé e as boas obras podem ser vistas como meras consequências inevitáveis, e não como expressão da resposta ativa à graça. Essa visão parece reduzir a vida cristã a um processo passivo, esvaziando a santificação como obra cooperativa entre Deus e o homem.
Acho que os santos perseveram com o resguardo da fé, em uma cooperação contínua entre o Espírito Santo e o crente. A fé é dom do Espírito, mas o cristão guarda a fé e cresce na santificação, produzindo boas obras, boas obras essas que provem do Espirito.
Filipenses 2:12-13 — “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”
Aqui vemos o equilíbrio entre a ação divina e a cooperação humana.1 Coríntios 10:12-13 — “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe que não caia; [...] Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além do que podeis suportar.”
Deus sustenta, mas alerta para a responsabilidade pessoal.
Hebreus 3:14 — “Pois nos tornamos participantes de Cristo, se de fato retivermos firme até o fim a confiança que desde o princípio tivemos.”
A perseverança exige que o crente retenha a fé. Creio que o processo de preservação se da assim:
O Espírito concede e sustenta a fé .
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O crente responde à graça, exercitando confiança e obedecendo
A santificação, com boas obras, fortalece a fé, cujo é "financiada" pelo espirito.
Essa retroalimentação espiritual garante que a fé permaneça viva: a ação divina capacita, mas a perseverança depende da colaboração contínua do crente.
A Perseverança dos Santos não é automática nem irresistível. Os santos perseveram porque a graça divina atua continuamente, mas a fé deve ser guardada e cultivada em cooperação com o Espírito. A Bíblia e mostra que o equilíbrio entre a ação soberana de Deus e a responsabilidade humana é essencial: Deus sustenta, mas o crente deve responder ativamente. A perseverança é, assim, um processo dinâmico de fé, santificação e boas obras, preservando a liberdade humana e mantendo a integridade do evangelho.
Conclusão
Com base nisso, não creio que seja um Calvinista ou um Proto-Calvinista, mas sim, alguém que reconhece pontos de ambas as tradições. Estou amadurecendo na fé, lendo conteúdos escolásticos e achei de bom grado trazer minha visão sobre o tema, bom para meus confrades Luteranos e para os Reformados.
Agradeço por lerem o texto, fiquem bem e Deus os abençoe!
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